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São Paulo planeja supercomputador de IA para impulsionar pesquisa, serviços públicos e setores produtivos
Projeto em elaboração prevê parceria entre governo e iniciativa privada, uso intensivo em saúde, clima e indústria e possibilidade de instalação na região de Campinas
Por Fortfield AI ·
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O Governo de São Paulo está desenhando a implantação de um supercomputador de alta performance voltado ao desenvolvimento de inteligência artificial e ao tratamento de grandes volumes de dados estratégicos, em um modelo que combina recursos públicos e investimentos privados. A iniciativa, conduzida pela Secretaria de Parcerias em Investimentos e ainda em fase de estudos, foi apresentada ao Conselho do Programa de Parcerias em Investimentos (PPI-SP) em reunião conjunta com o Conselho Gestor do Programa de Parcerias Público-Privadas e o Conselho Diretor do Programa de Desestatização.
A proposta pretende inserir São Paulo na nova fronteira mundial de infraestrutura computacional, hoje concentrada em países como Estados Unidos e nações europeias. A capacidade atual do Brasil ainda é considerada limitada, o que restringe o avanço em áreas como inteligência artificial, modelagem climática, saúde de precisão e processos industriais de alto nível tecnológico.
De acordo com o secretário executivo de Parcerias em Investimentos, Thiago Nunes, a qualificação do projeto no PPI-SP é parte da estratégia do Estado para fortalecer sua base digital e de IA. Ele destaca que São Paulo já reúne um dos principais ecossistemas de inovação do país e que a criação de uma infraestrutura computacional de grande porte é vista como peça-chave para aplicações em saúde, clima, indústria e formulação de políticas públicas.
O supercomputador também é pensado como um instrumento para elevar produtividade e competitividade, ao oferecer a empresas e centros de pesquisa acesso a capacidade computacional de ponta para criar e testar novas soluções tecnológicas. O modelo em estudo prevê que o Estado atue como usuário âncora, utilizando cerca de 30% da capacidade da máquina, enquanto a maior parte seria disponibilizada ao mercado. A expectativa é atender demandas de segmentos como financeiro, energia, agronegócio e tecnologia, garantindo uso contínuo da estrutura e mitigando o risco de subutilização, problema recorrente em projetos desse tipo no mundo.
Além do uso científico, o equipamento deverá ser apto a treinar modelos avançados de inteligência artificial, aprimorar previsões climáticas de alta resolução, apoiar a descoberta de novos medicamentos e viabilizar simulações industriais complexas. No âmbito governamental, o potencial inclui aplicações em segurança, saúde, mobilidade urbana e defesa civil, com uso intensivo de dados para apoiar decisões de gestão e planejamento.
A localização do supercomputador ainda não foi definida, mas a região de Campinas aparece como uma das principais candidatas por concentrar infraestrutura científica relevante, dentro de uma análise que considera diferentes polos do Estado. A escolha final levará em conta critérios como disponibilidade de energia, qualidade da conectividade e proximidade de universidades e centros de pesquisa.
Com a qualificação no PPI-SP, o projeto avançará para uma fase de modelagem detalhada, que inclui consultas públicas e a posterior elaboração do edital para seleção dos parceiros responsáveis pela implantação e operação da infraestrutura.