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Microsoft lança padrão aberto para dar mais controle sobre o comportamento de agentes de IA
Nova especificação Agent Control Specification permite que equipes técnicas, de segurança e conformidade definam e reaproveitem políticas detalhadas para agentes de IA
Por Fortfield AI ·

À medida que agentes de IA ficam mais poderosos e começam a ser usados em aplicações, fluxos de trabalho e produtos corporativos, uma preocupação cresce dentro das empresas: como garantir que esses agentes façam apenas o que é permitido, de forma consistente, em qualquer ambiente em que forem implantados.
Para atacar esse problema, a Microsoft apresentou um novo padrão de código aberto chamado Agent Control Specification, ou ACS, criado para oferecer aos desenvolvedores uma forma mais uniforme e granular de controlar o que um agente de IA pode ou não pode fazer.
Com o ACS, times de desenvolvimento, compliance e segurança podem escrever políticas próprias que os agentes precisam seguir, especificando ações permitidas, ações proibidas, situações em que uma aprovação humana é obrigatória e quais evidências devem ser registradas para auditoria futura. Essas políticas são verificadas em diferentes pontos da execução do agente, funcionando como camadas adicionais de proteção.
Hoje, muitas equipes se viram como podem para limitar o que um agente vê ou executa, combinando instruções em prompts de sistema, checagens personalizadas no código e classificadores para filtrar entradas e saídas. Embora essas abordagens funcionem, elas tendem a gerar um conjunto de controles fragmentados, difíceis de auditar e de reaproveitar em múltiplos frameworks, interfaces e sistemas.
A proposta do ACS é transformar esses controles dispersos em uma camada comum de governança, que acompanha o agente ao longo do fluxo de trabalho. Segundo a Microsoft, a especificação permite checar se o agente está respeitando os limites definidos em vários momentos da jornada, como antes de receber a entrada do usuário, antes de chamar uma ferramenta externa, depois que essa ferramenta retorna um resultado e antes da resposta final ser entregue.
Dependendo das regras, a política pode autorizar uma ação, bloqueá‑la, ocultar informações sensíveis ou exigir que uma pessoa revise e aprove o passo seguinte. Os desenvolvedores também podem incluir classificadores de entrada e saída para categorizar dados, prever riscos ou definir como o agente deve reagir em determinados contextos.
Outra possibilidade é acoplar modelos de linguagem adicionais, com prompts específicos, para atuarem como espécie de juiz das políticas, avaliando se pedidos e respostas estão em linha com o que foi estabelecido. A lógica de verificação pode cobrir chamadas de ferramentas, seleção de ferramentas, precisão das entradas, uso dos resultados retornados e a forma como o agente constrói sua resposta final.
Um ponto central do ACS é o formato de arquivo único de política, que pode ser empacotado junto com o próprio agente. Na prática, isso permite que a política de segurança viaje com o agente entre diferentes frameworks e ambientes, mantendo o mesmo conjunto de regras onde quer que ele seja executado.
A Microsoft está lançando o ACS como um SDK, com plug‑ins para diversos ecossistemas populares, incluindo LangChain, OpenAI Agents SDK, Anthropic Agents SDK, AutoGen, CrewAI, Semantic Kernel, Microsoft.Extensions.AI, ferramentas compatíveis com o protocolo MCP e outras integrações. Dessa forma, a empresa tenta facilitar a adoção do padrão por equipes que já trabalham com agentes em múltiplas pilhas tecnológicas.
Esse movimento surge em um contexto de maior atenção a falhas de workflow em agentes, seja por uso inadequado de ferramentas ou por ações não intencionais que acabam gerando efeitos em cascata. Ao consolidar políticas em arquivos portáveis e auditáveis, o ACS pretende dar às organizações um instrumento mais robusto de governança, sem depender apenas de prompts e ajustes pontuais no código.