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Lumo 2.0 amplia recursos de IA da Proton com foco em privacidade

Nova versão do chatbot da Proton traz geração e análise de imagens, memória persistente em projetos e respostas mais rápidas

Por Fortfield AI ·

Lumo 2.0 amplia recursos de IA da Proton com foco em privacidade

A Proton, empresa conhecida por seus aplicativos de produtividade voltados à privacidade, lançou uma atualização importante para o seu chatbot de inteligência artificial, o Lumo. A versão Lumo 2.0 começa a ser disponibilizada nesta semana e amplia de forma significativa o leque de recursos oferecidos ao público.

Com a atualização, Lumo passa a reconhecer e gerar imagens, aproximando o serviço das funcionalidades presentes em outros grandes modelos de linguagem do mercado. Agora os usuários podem enviar fotos para o chatbot, pedir análises visuais ou solicitar edições diretamente na interface. Além disso, é possível criar imagens originais a partir de comandos de texto, em linha com o que já se vê em ferramentas populares de IA generativa.

O Lumo 2.0 também expande as capacidades do recurso Projects, que integra o chatbot aos demais produtos da Proton, como e-mail e armazenamento em nuvem. Nessa área, os usuários podem reunir documentos, organizar tarefas e trabalhar com arquivos dentro do ecossistema da empresa, com o apoio da IA. A novidade é a introdução de uma memória persistente controlada pelo usuário, permitindo que o Lumo recorde preferências e contexto ao longo de várias sessões de conversa.

Segundo a Proton, a nova versão é bem mais eficiente que o Lumo original. A empresa afirma que o chatbot responde à maioria das solicitações até 76 por cento mais rápido do que antes, aumentando a fluidez da interação. O Lumo 2.0 também ganha um modo de pensamento aprofundado, voltado especificamente para problemas complexos ou perguntas que exigem raciocínio mais elaborado.

Andy Yen, fundador e CEO da Proton, diz que o produto foi redesenhado desde a base para conciliar desempenho e proteção de dados. Em declaração sobre o lançamento, ele afirma que o Lumo 2.0 mostra que já não é necessário escolher entre um conjunto robusto de funcionalidades de IA e a preservação da privacidade. A empresa tenta se posicionar como alternativa para quem quer explorar assistentes de IA sem abrir mão de segurança.

Na prática, o Lumo público se comporta de maneira semelhante a outros grandes chatbots como Gemini e ChatGPT em termos de uso diário. Ele responde perguntas em formato conversacional, oferece explicações detalhadas e consegue lidar com uma diversidade de tópicos gerais. A diferença, segundo a Proton, está menos na experiência de uso e mais na forma como os dados dos usuários são tratados nos bastidores.

Para reforçar esse diferencial, a Proton baseia o Lumo em uma arquitetura de criptografia de acesso zero, que protege o conteúdo tanto em trânsito quanto em repouso. Na prática, isso significa que apenas o próprio usuário teria acesso às informações armazenadas, mantendo terceiros afastados das conversas. A empresa também afirma que não registra logs de sessão no lado do servidor, evitando que a equipe interna visualize o histórico de interação com o chatbot.

Outro compromisso público da Proton é não utilizar dados de clientes para treinar modelos de IA nem compartilhar essas informações com parceiros externos. Com isso, a companhia tenta se distanciar de práticas comuns em outros serviços do setor, que coletam dados de uso para aprimorar seus sistemas. Essa postura tenta atrair um público preocupado com vigilância digital, vazamentos e usos não autorizados de conteúdo sensível.

O Lumo 2.0 já está disponível em sua versão gratuita para qualquer interessado, acessível via web. Para quem precisa de mais volume de uso ou recursos adicionais, a Proton oferece planos pagos, chamados Plus e Professional, que ampliam limites e capacidade de processamento. Os diferentes níveis de assinatura buscam atender tanto usuários individuais quanto equipes que dependem de ferramentas de produtividade com proteção reforçada de dados.