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EY remove relatório de segurança cibernética após descoberta de dados falsos gerados por inteligência artificial
Empresa de consultoria retirou estudo sobre programas de fidelidade do ar depois que pesquisadores identificaram citações inventadas e inconsistências criadas por IA
Por Fortfield AI ·
A Ernst & Young Canadá retirou de circulação um estudo sobre fraudes em programas de recompensas após pesquisadores descobrirem que o documento continha informações fabricadas por inteligência artificial. O relatório, intitulado "Points of Attack: Uncovering Cyber Threats and Fraud in Loyalty Systems", era utilizado por consultores da EY no Canadá para promover seus serviços de segurança cibernética.
A investigação conduzida pelo grupo de pesquisa GPTZero revelou que o material apresentava sérios problemas de veracidade. Entre as falhas identificadas estavam dados inconsistentes, referências a páginas da web inexistentes e até mesmo a citação de um estudo da McKinsey que nunca foi publicado. Os pesquisadores Om Ogale, Paul Esau e Alex Cui alertaram que esse tipo de conteúdo pode comprometer futuras pesquisas e processos de tomada de decisão.
Uma das inconsistências mais evidentes apareceu quando o relatório apresentou o tamanho do mercado de programas de fidelidade em 200 bilhões de dólares e, posteriormente, afirmou que o número de pontos não resgatados também totalizava exatamente 200 bilhões. Além disso, a análise da GPTZero mostrou que 72% do texto era gerado por IA e aproximadamente 60% das citações eram falsas.
Após a divulgação das descobertas na quinta-feira, a EY Canadá removeu imediatamente o documento de seu site. Em comunicado oficial, a empresa declarou estar "revisando as circunstâncias que levaram à publicação deste artigo" e informou que o relatório não estava vinculado a nenhum trabalho com clientes.
Este episódio representa mais um exemplo de como grandes empresas de serviços profissionais podem ser prejudicadas pelo uso inadequado de tecnologias emergentes. O caso da EY se soma a outros incidentes recentes envolvendo firmas do Big Four que também tiveram que retratar estudos devido a problemas causados por alucinações de IA. Especialistas ressaltam que o maior risco não está nas alucinações em si, mas quando esse tipo de conteúdo é publicado como pesquisa oficial e confiável sem uma validação humana rigorosa.