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Cognition levanta US$ 1 bilhão e salta para valor de US$ 25 bilhões com engenheiro de software de IA
Criadora do agente autônomo Devin, startup diz ter atingido US$ 492 milhões em receita anualizada e dobra valuation em apenas oito meses
Por Fortfield AI ·
A Cognition, startup de inteligência artificial focada em automação de código, anunciou uma nova rodada de investimento superior a US$ 1 bilhão, que avalia a empresa em US$ 25 bilhões antes do dinheiro e US$ 26 bilhões após o aporte. A companhia é conhecida por Devin, um engenheiro de software de IA capaz de assumir tarefas de programação de forma autônoma, que vem ganhando espaço entre grandes clientes corporativos.
O novo aporte representa um salto expressivo em relação à avaliação anterior da empresa, de US$ 10,2 bilhões, obtida em setembro passado em uma rodada de US$ 400 milhões. De acordo com a Cognition, a combinação de adoção acelerada do produto e crescimento de receita sustentou essa valorização em menos de um ano.
A rodada foi liderada pelos fundos Lux Capital, General Catalyst e 8VC, acompanhados por investidores já presentes na base da empresa, como Elad Gil, Soma Capital, Omri Casspi e Founders Fund, entre outros. Novos nomes também entraram no cap table, incluindo Ribbit Capital, Atreides e Layer Global, reforçando o apetite de grandes gestores por soluções de IA voltadas ao desenvolvimento de software.
Os números operacionais apresentados pela Cognition ajudam a explicar o apetite dos investidores. A empresa afirma ter alcançado um ritmo de receita anualizada de US$ 492 milhões, impulsionado por um crescimento de 50% mês a mês no uso corporativo de Devin nos últimos seis meses. Entre os clientes, a companhia cita grandes grupos globais como Mercedes-Benz, NASA, Goldman Sachs e Santander.
O movimento é visto como um sinal de que ainda há espaço para startups independentes de IA em um mercado no qual gigantes de modelos de linguagem vêm avançando sobre ferramentas de programação. Soluções como Claude Code, da Anthropic, Codex, da OpenAI, e o agente de código do Google já ocupam parte relevante desse território, mas o desempenho recente da Cognition sugere que produtos altamente especializados seguem atraindo capital e grandes contas.
No ano passado, a Cognition adquiriu ativos remanescentes da Windsurf, startup de ferramentas de programação que também chamou a atenção de grandes empresas de tecnologia. Segundo a companhia, a integração dessa tecnologia contribuiu para acelerar a evolução de Devin e reforçar sua posição em contratos com grandes corporações.
A empresa encara a nova rodada como um mandato para escalar a infraestrutura, acelerar o roadmap de produto e disputar com mais força os orçamentos de desenvolvimento de software de grandes organizações, em um momento em que times de engenharia avaliam reduzir custos e aumentar produtividade com apoio de IA.