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Claude da Anthropic ganha capacidade de "sonhar" para melhorar desempenho de agentes de IA
Novo recurso permite que assistente virtual analise sessões anteriores, organize memória e identifique padrões para otimizar tarefas
Por Fortfield AI ·

A Anthropic apresentou nesta quarta-feira (6) um recurso inédito para o chatbot Claude, batizado de "dreaming" (sonhar, em inglês). A funcionalidade está disponível como prévia de pesquisa e faz parte do software da empresa para gerenciar agentes, que são programas de inteligência artificial capazes de executar tarefas com mínima supervisão humana.
Como funciona o "dreaming"
O objetivo principal do recurso é promover o autoaperfeiçoamento dos agentes de IA. Durante os intervalos entre as sessões de trabalho, o sistema analisa o desempenho dos agentes, identifica padrões recorrentes e atualiza arquivos que armazenam preferências do usuário e outros contextos relevantes.
Na prática, o "dreaming" funciona como um processo de consolidação de memória. Claude lê os arquivos de memória existentes e transcrições de sessões passadas, depois produz uma versão reorganizada do armazenamento: duplicatas são mescladas, entradas obsoletas ou contraditórias são substituídas pelos valores mais recentes, e novas percepções são reveladas.
Foco em clientes corporativos
O lançamento integra a estratégia da Anthropic para conquistar clientes corporativos. Na terça-feira (5), a empresa revelou dez agentes de IA especializados para o setor financeiro durante evento em Nova York, incluindo ferramentas para criar pitchbooks, finalizar registros financeiros e redigir memorandos de crédito.
A companhia afirmou que o setor de tecnologia representa sua maior fonte de receita empresarial, seguido pelas instituições financeiras. Segundo dados divulgados, a receita anualizada da Anthropic para 2026 ultrapassou US$ 30 bilhões, um salto expressivo em relação aos US$ 9 bilhões do ano anterior.
Além do "dreaming", a Anthropic anunciou disponibilidade expandida para outros recursos, como o agente de IA capaz de dividir e delegar tarefas a outros agentes especializados. A empresa também firmou parceria com a SpaceX para obter acesso ao supercomputador Colossus, expandindo sua capacidade computacional.